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IV Semana do Pescador e da Pescadora Artesanal do Médio Solimões tem início em Tefé com debates sobre os desafios da categoria

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IV Semana do Pescador e da Pescadora Artesanal do Médio Solimões tem início em Tefé com debates sobre os desafios da categoria

Evento reúne pescadores e pescadoras do Médio Solimões, instituições públicas e entidades parceiras para discutir segurança, ordenação pesqueira, mudanças climáticas, valorização e organização da classe pesqueira no Médio Solimões.

 

 

 

A programação da IV Semana do Pescador e da Pescadora Artesanal do Médio Solimões teve início nesta segunda-feira (22), em Tefé (AM). A abertura oficial foi realizada no Centro Pastoral Irmão Falco e reuniu pescadores e pescadoras, representantes de diversas instituições e organizações ligadas ao setor pesqueiro e ao desenvolvimento sustentável da região.

Durante a abertura, Dom José Altevir da Silva, bispo da Prelazia de Tefé e Presidente do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras Nacional, destacou a importância da iniciativa para fortalecer a organização da categoria e promover o diálogo sobre os principais desafios enfrentados pelos pescadores e pescadoras artesanal.

“A importância desta IV Semana do Pescador e da Pescadora Artesanal é fortalecer as nossas esperanças, as nossas lutas e também a conscientização de que a luta deve ser coletiva. Esta semana existe justamente para isso: unir forças e fazer com que olhemos juntos para o mesmo horizonte, que não é a sustentação de uma instituição, mas sim a luta da coletividade. Por isso, os pescadores e pescadoras artesanal devem ser escutados. E é isso que está acontecendo hoje, nesta abertura: um espaço de escuta, onde as pessoas apresentam suas reivindicações. São gritos silenciados, guardados na voz desses homens e mulheres da pesca, que muitas vezes não têm a oportunidade de serem ouvidos”, afirmou Dom Altevir.

A programação também contou com momentos de integração e debates sobre temas considerados prioritários para a classe. Entre eles, a segurança dos pescadores e pescadoras foi apontada como uma das preocupações da categoria. Para Marilis Pereira, pescadora associada da Associação dos Pescadores e Pescadoras Profissionais Artesanais do Município de Tefé (ASPAMT), a atuação dos chamados “piratas de rio” continua sendo uma ameaça constante.

“A gente enfrenta muitas dificuldades, como a que estamos vivendo agora nos rios, com os assaltos praticados pelos chamados ‘piratas’. Corremos muitos riscos para garantir o nosso ganha-pão, levando o peixe para vender. E, muitas vezes, corremos até o risco de perder a própria vida. A nossa maior preocupação é com a segurança. Outro problema é a questão do seguro-defeso. Estamos lutando para garantir esse direito. Eu gostaria que os nossos governantes olhassem mais para nós, pescadores e pescadoras que vivemos da pesca”, destacou.

Além da segurança, as discussões abordaram pautas como a ordenação pesqueira, a organização dos espaços de comercialização do pescado, os desafios enfrentados pelas mulheres na atividade pesqueira e os impactos das mudanças climáticas sobre os recursos naturais e a subsistência das comunidades ribeirinhas.

A IV Semana do Pescador e da Pescadora Artesanal segue até o dia 29 de junho, quando é celebrado o Dia do Pescador. A programação inclui atividades voltadas aos pescadores de Tefé e das comunidades ribeirinhas, encontros formativos, debates com autoridades e uma sessão especial na Câmara Municipal.

O encerramento será marcado pela tradicional procissão fluvial em homenagem ao padroeiro da categoria, São Pedro.

Equipe de Comunicação da Prelazia de Tefé

 

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