Evangelho de Jo 6, 41-51
Somos atraídos por Deus para o encontro pessoal com Jesus
O Evangelho de hoje mostra como os contemporâneos de Jesus ficaram desconcertados com sua presença. Chegavam ao ponto de perguntar: este não é o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como pode então dizer que desceu do céu? A vida de Jesus entre os seus foi tão normal que, ao começar sua missão, aqueles que o conheciam se escandalizavam diante de seus ensinamentos. Jesus falava de um Pai que ninguém via, Ele negava que o maná do deserto fosse o verdadeiro pão, pois quem dele comeu, morreu. Mas quem comesse do pão que Ele iria dar, viveriam eternamente. O desconcerto que ocorreu com os judeus, (não foi o povo judeu, mas as autoridades judaicas) diante de Jesus, continua ainda hoje para muita gente. Será que não ocorre hoje conosco quando nos deparamos com a pergunta central da nossa vida cristã: Quem é Jesus? Será que reconhecemos Jesus na pessoa do empobrecido? Na pessoa do nosso semelhante? As murmurações continuam: no deserto povo reclamava do pão que Deus enviava, o maná; no evangelho, continua a murmuração das autoridades judaicas contra o novo maná, Jesus, o pão vivo descido do céu. E hoje, quais serão as murmurações contra Jesus? O que te incomoda na pessoa de Jesus? Quem se abre para Deus, aceita a proposta de Jesus. Estamos no segundo domingo do mês de agosto, mês dedicado às vocações.
Na primeira semana de agosto, a Igreja no Brasil celebrou a vocação sacerdotal. Devemos lembrar dos nossos padres, que dedicam suas vidas ao serviço de Deus e da comunidade.
Na segunda semana, celebramos a vocação à vida em família. A família é o berço da vida e do amor, onde aprendemos os valores fundamentais da fé, do respeito e da solidariedade.
Na terceira semana, a Igreja celebra a vida religiosa, consagrada e contemplativa.
Na quarta semana, refletimos sobre a vocação dos leigos e leigas. Eles são chamados a ser sal da terra e luz do mundo, vivendo sua fé no cotidiano, no trabalho, na política, na educação e em todos os âmbitos da sociedade. Cada vocação é um dom e uma responsabilidade.
Mas como responder ao seu chamado se continuarmos murmurando contra Jesus?
+ José Altevir da Silva, CSSp
Prelazia de Tefé – AM
11/08/2024