
“Da bacia do lava-pés ao sepulcro vazio: o serviço que se faz vida”
Na manhã desta Quinta-feira Santa, marcando o início do Tríduo Pascal, as coordenações de pastoral da Prelazia de Tefé, juntamente com colaboradores da Cúria, participaram de um retiro de espiritualidade e reflexão, com o objetivo de aprofundar a vivência do mistério pascal em suas vidas e serviços cotidianos.
O retiro foi conduzido por Dom Altevir, que guiou os participantes a uma experiência de oração, interiorização e comunhão, integrando a liturgia do Tríduo à realidade da vida pastoral e administrativa. Com o tema “O Tríduo Pascal em nossas vidas: Lavar os Pés, Abraçar a Cruz e Cultivar a Esperança” e o lema “Da bacia do lava-pés ao sepulcro vazio: o serviço que se faz vida”, o encontro refletiu sobre como a missão da Igreja se traduz em gestos concretos de amor, cuidado e esperança.
Quinta-Feira Santa: A espiritualidade do avental
O primeiro dia do Tríduo convidou os participantes a perceberem o serviço como expressão do amor de Cristo. Inspirado no gesto do lava-pés de Jesus, o retiro destacou que cada ação na Cúria e nas pastorais — desde o atendimento, a organização, a manutenção de espaços, até o cuidado com as comunidades — é um gesto de serviço humilde.

Em uma dinâmica silenciosa, cada participante foi convidado a refletir sobre o que queria lavar de suas vidas. A oração guiada reforçou a importância de que a eficiência pastoral e administrativa jamais se sobreponha à delicadeza do serviço e da atenção ao próximo, onde se manifesta o sentido de evangelização na Igreja.
Sexta-Feira Santa: Abraçar a Cruz na Igreja da Amazônia
O segundo dia trouxe à reflexão a Paixão de Cristo e sua presença nas dores do povo amazônico: a vulnerabilidade dos povos ribeirinhos, os impactos ambientais, a pobreza e a solidão urbana. Cada participante foi convidado a depositar simbolicamente uma pedra aos pés da Cruz, representando dores pessoais ou do povo, recordando que a Cruz de Cristo abraça todas as cruzes da nossa realidade.

Sábado Santo: O silêncio que escuta
O Sábado Santo foi dedicado ao silêncio e à espera, refletindo sobre os “sepulcros” do dia a dia: projetos estagnados, cansaço, dificuldades e obstáculos. O retiro ensinou que, como a semente sob a terra, muitas vezes a vida precisa do tempo do silêncio para germinar, e que a fidelidade e a paciência são essenciais, mesmo quando parece que nada acontece.
Domingo da Ressurreição: Cultivar a esperança
O encerramento celebrou a Ressurreição de Cristo como vitória da vida sobre a morte, iluminando a Amazônia e suas comunidades. Em um gesto simbólico, os participantes foram convidados a dar um abraço em cada irmão e irmã, simbolizando a alegria no serviço, o sorriso das pessoas atendidas, reforçando que a Ressurreição se manifesta na força vital da comunidade, na esperança e na continuidade da missão.

O retiro reafirmou que o serviço, o sofrimento e a espera não têm a última palavra: a última palavra é a vida. Inspirados pelo Tríduo Pascal, os agentes de pastoral e colaboradores da Cúria darão continuidade a suas atividades diárias com o coração renovado, prontos para transformar o trabalho administrativo e pastoral em caminhos de acolhida, amor e esperança, testemunhando o Cristo Servo, Crucificado e Ressuscitado.
